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Quando você estiver realizando com
eficiência um trabalho de valor transcendental, isto é,
que vai muito além de seus ideais e interesses particulares,
saiba que muitas pessoas cruzarão pelo seu caminho para, consciente
ou inconscientemente, desviá-lo do rumo traçado. Assim
acontece porque há indivíduos frustrados pelas próprias
deficiências, que se sentem felizes com os fracassos alheios.
Movidos pela inveja, julgam que a sua felicidade está na infelicidade
do próximo.
Inveja é um dos atributos de certas personalidades. Quem a tem,
jamais se regozija com o bom sucesso do outro, porque o adulto pensa,
sente e age como uma criança movida pelo ciúme.
Para superar o infantilismo, a pessoa invejosa, como a vaidosa ou a
egoísta, precisa sair de si mesma e buscar nas relações
interpessoais o seu progresso espiritual. Ninguém se realiza
vivendo exclusivamente para si mesmo. Por isso quem é egocêntrico,
ciumento ou invejoso, caso queira evoluir, tem que dar uma grande virada
na sua vida para sair de sua estagnação moral. Uma grande
virada que deve se concretizar por meio de pequenas passadas, num treinamento
que exige paciência e desprendimento.
As pessoas em geral pretendem mudanças rápidas. São
impacientes. Não atentam para o fato de que passaram anos aprendendo
maus hábitos, atitudes e idéias inadequadas sobre si mesmas,
e sobre as relações humanas. E é essa impaciência
que atrapalha a mente que teve um lampejo de mudança.
Toda mudança, todo redirecionamento de vida consome tempo. É
como colocar todo dia na mesa uma folha de papel sobre outra. No início,
isso pouco significa, porém, após um ano, são 365
folhas que significam o total de um livro.
Mas por que mudar?
Porque é inerente à natureza humana a tendência
a evoluir. Somente o homem tem consciência do seu próprio
existir, pode recordar seu passado, pode imaginar seu futuro, e, o que
é mais importante, ir para além de si mesmo. Ele tem a
tendência para evoluir, mas para que saia de si mesmo precisa
aprender com os mais velhos como não ser criança na idade
adulta. Ele deve aprender a manter viva a criança que traz consigo
pelo lado mais belo dela, que é o ser espontâneo, criativo
e congruente (comporta-se como pensa e sente ). Simultaneamente, deve
anular a criança egocêntrica, egoísta, invejosa
e vaidosa que pretende mantê-la amarrada ao passado.
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Lannoy Dorin,
http://www.lannoydorin.hpg.ig.com.br/pprincipal.htm
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